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Dúvidas freqüentes na prática de exercícios físicos

19.08.2010

 

Por  Monica Damasceno Werneck – Diretora da Academia Nissei
 
Abdominal faz perder a “barriga”?
 
Com certeza fazer exercícios abdominais contribui para uma melhora da estética da região abdominal. A musculatura abdominal tem a função de contenção dos órgãos na cavidade abdominal, funcionando como uma “cinta”. Uma vez mais forte desempenhará esta função de modo mais eficaz. Mas quando pensamos em tecido adiposo, ou gordura localizada, o que realmente faz diferença são os exercícios aeróbios. Estes sim podem promover um gasto energético significativo e conseqüentemente a redução da gordura. Esta no entanto, não acontece de forma localizada mas no corpo como um todo. Naturalmente a diferença será mais visível onde o acúmulo de gordura for maior.
 
Andar emagrece?
O emagrecimento ou redução de percentual de gordura tem relação com o déficit calórico que conseguimos promover em nossa balança energética. Se a ingesta for igual ao gasto nosso peso se manterá constante. Se conseguirmos aumentar nosso gasto calórico e reduzir a ingestão a ponto de gerar um saldo negativo na nossa balança energética ai sim conseguiremos reduzir nosso percentual de gordura. Acontece que quando estamos descondicionados nossa capacidade de gerar um gasto calórico com a atividade física é muito pequena. É necessário então um trabalho orientado por um profissional da Educação Física com o objetivo de melhorar o condicionamento físico possibilitando assim maior gasto calórico com o exercício. A recomendação do American College of Sports and Medicine é que se gere um déficit diário em torno de 500 calorias por dia quando se tem o objetivo de reduzir percentual de gordura. Se pretendermos que este déficit seja gerado apenas em função do treino aeróbio, será preciso praticar exercícios em alta intensidade ou por um longo período de tempo para se alcançar esta meta.
 
É melhor emagrecer primeiro para depois começar a fazer musculação?
O treinamento de força não prejudica o processo de emagrecimento. Em geral ajuda. O que pode acontecer é uma dificuldade de avaliação dos resultados do emagrecimento quando ele é baseado apenas na aferição do peso corporal, pois determinadas pessoas podem conseguir uma significativa modificação de composição corporal sem no entanto alterar muito seu peso. Isto ocorre com mais freqüência entre os homens, que por suas características hormonais, tem maior facilidade de ganhar massa muscular. Já com as mulheres, principalmente em idades superiores aos 40 anos, o trabalho na musculação é até recomendado já que a perda de massa muscular tende a aumentar levando a uma série de conseqüências indesejáveis como a flacidez, a osteoporose, a redução das taxas metabólicas gerando aumento do percentual de gordura, etc.
 
Fazer musculação deixa a mulher muito “grande”?
Esta é uma dúvida freqüente entre as mulheres que ingressam na academia. É importante esclarecer que o aumento de massa muscular é algo que depende em primeira instância de uma característica genética e em segunda de um treinamento específico associado a uma dieta também específica. Mas mesmo se o seu biótipo for favorável ao aumento de massa muscular (predominantemente mesomorfo), o que não é muito comum em mulheres, ainda assim é possível fazer um trabalho na musculação que vise apenas o ganho de força, sem hipertrofia.
 
É melhor começar fazendo exercícios só 2x na semana já que estou parada há muito tempo?
A freqüência semanal depende mais da motivação individual do que do nível de condicionamento físico. O importante é respeitar as limitações de uma pessoa que está inativa há muito tempo, mas é perfeitamente possível fazer atividades diariamente alternando por exemplo o treino de força com o treino aeróbio ou o alongamento. A preocupação de um iniciante deve ser em introduzir o hábito de fazer exercícios em sua rotina sem que isto se torne um sacrifício.