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Terceira Idade e os cuidados com a alimentação

13.05.2010

 

Por: Anna Carolina Devay
 
O colágeno é um aliado para a saúde, principalmente na Terceira Idade. O ingrediente, que já está no mercado brasileiro em diversos alimentos há 15 anos, é conhecido dos consumidores em barras de cereais, iogurtes, shakes, chocolates e bebidas lácteas, tornando-as ainda mais saudáveis e funcionais.
Há benefícios comprovados nos programas de redução de peso, pois dá sensação de saciedade, e também na melhora da pele, redução de rugas e fortalecimento de cartilagens, unhas e cabelos
 
De acordo com os resultados de diversos estudos realizados, a ingestão diária de colágeno hidrolisado (a partir de 2g ou uma colher de chá, que pode ser adicionada em bebidas e outros alimentos no momento do consumo, ou ainda em alimentos que já contenham o colágeno em sua formulação) auxilia na hidratação da pele e no fortalecimento de cabelos e unhas, além de ser uma alternativa em produtos para controle de peso, já que dá sensação de saciedade.
 
A falta de colágeno no organismo pode causar uma série de problemas de saúde como má formação óssea, rigidez muscular, problemas com crescimento e inflamação nas articulações. Com o passar dos anos, a produção do colágeno no organismo é menor do que o necessário, o que se agrava pela falta de uma alimentação rica em vitaminas e proteínas. Com isso, o corpo fica mais propenso a sofrer traumas físicos, além de mais exposto a doenças e aos efeitos do envelhecimento.
 
"O colágeno, além de não apresentar gordura, colesterol ou contra-indicações, pode enriquecer os alimentos com proteína, de forma saudável e natural, já que é compatível com o organismo humano e não se conhecem registros de reações adversas relevantes quanto ao seu consumo. O colágeno fornece nove dos dez aminoácidos essenciais ao organismo, como a glicina, fundamental para a pele, e a cistina, que atua no fortalecimento de cabelos e unhas, além de ser é a única proteína que contém hidroxiprolina, aminoácido importante para a manutenção da saúde da cartilagem das articulações. Ele também confere à pele maior tônus e hidratação, possibilitando a redução de formação de rugas e de flacidez cutânea. E ainda pode ser usado em programas de redução de peso, pois se liga a uma grande quantidade de água, dando sensação de saciedade", afirma a engenheira de alimentos Claudia Yamana, vice-presidente da Gelita do Brasil, maior produtora mundial de gelatinas e colágenos hidrolisados.
 
"Produtos à base de colágeno hidrolisado agregam mais valor ao alimento. A "manutenção" desta proteína é importante para todos que queiram levar uma vida mais saudável. É fundamental manter uma alimentação saudável, consumindo frutas, verduras, legumes, e também proteínas de diversas fontes, como a gelatina, que é composta por vários aminoácidos importantes, a exemplo da hidroxiprolina e da glicina, fundamentais para a saúde das cartilagens e beleza da pele, respectivamente", explica Julyanna Lisita Célico, nutricionista especializada em Nutrição Esportiva.
Anvisa - Liberado para consumo em qualquer idade, o colágeno hidrolisado tem aprovação da Anvisa, que divulgou, em 2007, isenção de registro para produtos regulamentados pelo Ministério da Saúde que contenham "novos ingredientes" em sua formulação.
 
Avanço no Brasil - Desde 1994, a GELITA, que é precursora na tecnologia da fabricação de colágeno na América do Sul, contribuiu, de forma considerável, para o avanço da utilização deste ingrediente em diversos produtos e segmentos. A primeira aplicação em alimentos foi como ingrediente de suplementos nutricionais e para esportistas. Em meados de 2006, passou a ser usado como solução para redução de gorduras em chocolate. E a mais recente utilização desenvolvida pela empresa foi para aumentar a crocância de biscoitos e snacks e para redução de gordura em sorvetes cremosos. O mercado encontrou, nos últimos meses, oportunidade de utilizar o colágeno também na ração humana, por seus reconhecidos benefícios.
 
Pesquisa - Segundo pesquisas realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo , o grupo dos esportistas é o maior consumidor de produtos à base de colágeno hidrolisado, porque busca manter a saúde, garantindo, assim, um futuro mais saudável e menos propenso a problemas com o corpo.
 
O público feminino se mostrou como maior consumidor do colágeno. Isto pode ser explicado pelo fato de as mulheres apresentarem uma quantidade menor de colágeno no organismo, se comparada aos homens, pois a deficiência do hormônio estrogênio diminui as células responsáveis pela produção do colágeno. A média de consumo de produtos com colágeno entre as mulheres é de uma a três vezes (ou mais) por semana, enquanto, para os homens, este não é um hábito.