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PROTEÍNA PÓS-TREINO: VOCÊ SABE O QUE ESTÁ FAZENDO?

19.05.2015

Um assunto muito polêmico é a suplementação de proteína após o treino. Esta estratégia é baseada em estudos que demonstram que a síntese proteica está aumentada após a sessão de treinamento físico. Dessa forma, quanto mais rápida a chegada de proteína no músculo, teoricamente, maior seria o ganho de massa muscular.

Entretanto, evidências atuais mostram que a história não é bem assim. Uma meta-análise publicada, em 2013, intitulada “THE EFFECT OF PROTEIN TIMING ON MUSCLE STRENGTH AND HYPERTROPHY: A META-ANALYSIS” mostrou que o “timing” da suplementação proteica PROMOVEU PEQUENO EFEITO na hipertrofia muscular.

O curioso é que o grupo controle (aquele que não recebeu suplementação de proteína depois do treino) comeu menos proteína durante o dia (1,3g/kg) comparado ao grupo que recebeu a suplementação pós-treino (1,66g/kg). Ou seja, mesmo o efeito sendo pequeno, o resultado parece estar relacionado com a quantidade de proteína consumida e não exatamente ao momento.

Outro trabalho, com o título EVIDENCE-BASED RECOMMENDATIONS FOR NATURAL BODYBUILDING CONTEST PREPARATION: NUTRITION AND SUPPLEMENTATION sustenta que a composição global de macronutrientes da dieta é provavelmente a variável nutricional mais importante para promover as adaptações crônicas ao treinamento.

Com isso, podemos concluir que a constituição da dieta ao longo do dia é fator mais importante do que qualquer outro e que, quando está bem controlada, a suplementação proteica pós-treino parece promover apenas pequeno efeito no resultado final. Ou seja, na prática, será que depois de 10-12 semanas de treinamento + dieta adequada, o tipo do Whey Protein a ser ingerido pós-treino (concentrado, hidrolisado ou isolado) vai realmente fazer a diferença no ganho de massa muscular? Vale a pena pensar sobre o assunto!