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EPOC: Treino de força x Aeróbio

12.02.2015


Na tentativa de avaliar o EPOC em diferentes tipos de atividades, diversos estudos têm confrontado o treinamento de força com o exercício aeróbio (Drummond et al., 2005; Braun et al., 2005; Burleson et al., 1998; Crommett e Kinzey, 2004).

Nos exercícios aeróbios, a magnitude e a duração do EPOC parecem depender diretamente da intensidade e da duração da sessão de treinamento. Por exemplo, intensidades com 50-80% do VO2máx por 5-20 minutos não têm gerado EPOC por mais de 35 minutos. No entanto, quando o treino é realizado com intensidades próximas ao limiar ventilatório por 20-40 minutos, o EPOC tem uma duração maior, mas dificilmente excede 40 minutos (Borsheim e Bahr, 2003).

Agora, ao analisar o treinamento de força, a resposta do EPOC se apresenta bastante variada.

Provavelmente em decorrência de uma maior combinação de intensidade, volume, velocidade de execução, intervalo entre as séries, forma de execução e ordem dos exercícios, entre outras variáveis (Meirelles e Gomes, 2004; Matsuura et al., 2006; Neto e Farinatti, 2009). Neste sentido, pesquisadores relatam que esse tipo de atividade pode proporcionar um EPOC com duração de 30 minutos a 38 horas, ou mesmo dias, dependendo do protocolo utilizado (Burleson et al., 1998; Schuenke et al., 2002; Neto e Farinatti, 2009). 

Braun et al. (2005) compararam a corrida em esteira rolante (85% da frequência cardíaca máxima) com três séries de circuito (15 repetições a 65% de 1RM) e encontraram EPOC significativamente maior durante os 30 primeiros minutos de recuperação no grupo que realizou o treinamento de força.

No entanto, em um estudo anterior, Crommett e Kinzei (2004) não encontram diferenças significativas no EPOC, entre três séries de 8-12 repetições com 70% de 10RM e 12 minutos de ciclo ergômetro a 60/65% do VO2máx. 

Apesar das divergências nas pesquisas citadas acima, a maioria dos estudos sugere que o treinamento de força produz maior duração e magnitude do EPOC que os exercícios aeróbios (Burleson et al., 1998; Gillette et al., 1994, Drummond et al., 2005 ).