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Emagrecimento rápido é prejudicial à saúde

04.03.2013

 Diariamente somos bombardeados por notícias e anúncios que exploram a ditadura do peso certo, seja por meio de dietas restritivas ou até mesmo por cápsulas. Procurar estar bem físico e emocionalmente é sempre positivo. Mas, a busca por mudanças rápidas no corpo pode ser desastrosa para a saúde. 

Segundo a nutricionista Amely Degraf é preciso cuidado com essas atitudes. Ela explica que pode sim ocorrer perda de peso ligeira através de algum medicamento, mas é preciso entender que não é gordura. “Existem remédios, até mesmo naturais, que estimulam o intestino e evitam que o organismo absorva nutrientes. Porém, o que a pessoa perde é líquido, água e massa magra”, explica Degraf. 
Amely acrescenta que quando se fala em massa magra existe um estereótipo de associar a pessoas malhadas de academia, mas o caso aqui expresso é de músculos em si, que é o responsável pelo transporte de sangue, nutrientes, oxigênio para as células. 
Outro aspecto negativo do emagrecimento a jato é o efeito sanfona, hoje comprovado cientificamente. “A pessoa não consegue viver de forma privativa sempre. Estar em sociedade envolve alimentação. Por isso é tão importante dosar, ter consciência da quantidade”, pontua a nutricionista.
A obesidade é uma endemia. Cada vez mais pessoas estão em sobrepeso, vítimas de uma má nutrição e sedentarismo. Mas, Amely pontua que é possível ter uma vida saudável, descobrindo o exercício físico que mais agrada e procurando refeições ricas em micronutrientes, fibras e carboidratos complexos. “Uma alimentação equilibrada tem um pouco de cada nutriente. As universidades e postos de saúde contam com profissionais da nutrição. E, a internet também é uma grande aliada. Por ela é possível saber a quantidade certa de cada alimento”, estimula Degraf acrescentando que a ingestão de cinco porções de verduras e de frutas diárias é essencial, bem como fracionada a cada três horas. 
A nutricionista também orienta para a ilusão do corpo perfeito, advindo de uma única alternativa. O mercado de consumo, por exemplo, traz novidades como óleo de coco, linhaça, chia e, normalmente, aliado a uma celebridade. Mas, é importante salientar que curvas estruturais mostradas em revistas e TV são advindas de malhação, alimentação regrada, massagem e, porque não dizer, genética. “Temos que ter em mente que é possível estar melhor trabalhando os hábitos à mesa, adicionando práticas físicas e controle emocional. Porém não existe um creme miraculoso ou uma dieta perfeita. Se fosse assim, não existiria obesos mórbidos”, fecha.

 

Fonte: http://www.jmonline.com.br – Saúde – Por Keyla Cristina em 04/03/2013