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Treinamento de força x Artrite Reumatóide

05.03.2012

 A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença sistêmica, auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e destruição das articulações em virtude de erosões ósseas e da cartilagem. Afeta 2 a 3 vezes mais as mulheres do que os homens e sua prevalência aumenta com a idade.

As pessoas que têm a doença queixam de dor e rigidez em múltiplas articulações, além de limitações de movimento articular.  Devido a isto, as suas atividades de vida cotidiana são afetadas, como vestir-se, levantar da cama, subir e descer escadas, podendo diminuir a autonomia, atingindo a sua qualidade de vida.

http://jozianeteixeiratrainer.files.wordpress.com/2012/02/blog2.jpg?w=640&h=132Tratamento

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são de fundamental importância para o controle da doença e para prevenir possíveis incapacidades funcionais e lesões articulares irreversíveis. 

O paciente e os familiares devem estar conscientes sobre a doença, as possibilidades de tratamento, riscos e benefícios. É necessário acompanhamento multidisciplinar, de preferência sob a orientação do reumatologista.

O objetivo da terapia com exercícios é preservar o movimento, restaurar o movimento perdido, aumentar força e resistência estática, aumentar resistência dinâmica, melhorar a sensação de bem-estar e promover condicionamento cardiovascular.

Estudos mostram que o exercício maximiza a amplitude de movimento, força muscular, resistência, alinhamento adequado das articulações, função e densidade óssea.

Treinamento de Força x Artrite Reumatóide

Para Frontera (2001), os programas de treinamento podem ser estáticos ou dinâmicos, ou uma combinação de ambos. Estes levam à hipertrofia da fibra muscular e melhoram a função articular em pacientes com AR. 

O treinamento de força dinâmica melhora a capacidade funcional, reduz a taxa de hospitalização, reduz a incapacidade para o trabalho sendo de suma importância para a melhoria de vários aspectos da qualidade de vida de pacientes com AR.

O treinamento de resistência muscular deve ser preferido ao treinamento aeróbico na AR (FIATORE, 1996), pois pode parar ou reverter a perda de massa muscular, sendo portanto, preferência para a manutenção da capacidade funcional e independência. (EVANS, 1999)

Segundo Ronai et al., (2008), para iniciantes, 2 ou 3 repetições por exercício devem induzir as primeiras adaptações sem aumentar a dor ou o inchaço das articulações. A partir daqui progredir para 10 a 12 por exercício, tendo como factor limitativo a dor. Exercícios com contracção isométrica devem ser privilegiados numa fase inicial. Uma série por exercício deverá ser suficiente para principiantes. Contudo, progressivamente deve-se utilizar múltiplas séries. A progressão da carga deverá ocorrer de acordo com a resposta individual ao treino e tendo sempre como factor limitativo a dor.

Evans (1999), estabeleceu normas de prescrição de TF na população idosa, incluindo pacientes com AR. Recomendou-se: o treinamento deve privilegiar os grandes grupos musculares importantes nas atividades de vida diária (AVD’s). São recomendados em média de 8 a 10 repetições/exercício, sendo elas realizadas lentamente, levando em torno de 2 a 3 seg para levantar os pesos e 4 a 6 seg para abaixá-lo, numa frequência de treino de 2x semanais.

Fonte:  Jozianeteixeiratrainer.wordpress.com - Posted on 26/02/2012